:::: MENU ::::
Posts tagged with: SCRUM

O que são e como são as tão mal interpretadas Equipes Multidisciplinares?

Time

Sei que esse assunto é figurinha marcada em diversos textos na internet e no próprio guia do Scrum, porem ainda causa muita confusão e má interpretação até mesmo por profissionais experientes. Cabe a mim escrever mais um destes textos no intuito de frisar essa ideia :).

A multidisciplinaridade está presente não só em projetos ágeis, ela está presente em toda uma empresa, equipe de trabalho ou qualquer outro grupo que tenha algum objetivo específico. Quantas vezes vemos pessoas sendo multifuncionais em variados momentos dentro das empresas?

Na visão do Scrum, o Time deve ser multifuncional, não existindo distinção de cargos ou funções, títulos ou senioridades e muito menos áreas determinadas ou especificas de atuação. No Scrum todos os integrantes do time são conhecidos como desenvolvedores.

Essa regra se alinha com a regra de que nenhuma tarefa a ser realizada possui um dono, e que todas as tarefas são de responsabilidade de todo o Time, característica forte do Scrum.

Essas características vão contra outras abordagens de gerenciamento, ou de algumas boas práticas, que defendem o uso de especialistas em determinadas áreas.

Sendo mais claro na definição, o Time deve ser multidisciplinar, não os integrantes. Logicamente durante a execução de uma tarefa, os indivíduos podem e devem ajudar a concluir as tarefas que outro individuo está executando, voltando à regra de que as tarefas pertencem a todo o Time e não a um indivíduo.

Quem consegue ser especialista em tudo?

Nos projetos da empresa que trabalho todos os projetos e tarefas são compostos por equipes multidisciplinares, porém, as tarefas que exigem mais responsabilidades ou que levam mais tempo são executadas por especialistas mais experientes e tarefas “mais simples” por especialistas com um grau de experiência menor. No entanto, isso nem sempre é regra, variando de situação para situação.

O ponto que difere o Scrum é a forma em que ele contribui para que essa multifuncionalidade seja difundida e expandida gerando indivíduos mais capacitados, proativos e com maior colaboração.

Até a próxima!


Scrum e PMBOK 5ª ed.: Trabalhando juntos na Gestão de Projetos – Parte 02

Vou dar continuidade à serie de posts sobre a integração do PMBOK e Scrum na gestão de projetos de acordo com minhas ultimas experiencias e meus estudos.

Neste post vamos falar sobre algumas regras que devemos obedecer, como funcionarão as conexões e o que é o Time do Projeto, porem se você não viu a primeira parte é melhor dar uma lida aqui.

Como dito no post anterior, a união do Scrum e PMBOK será feita pela perspectiva do Scrum, já que estamos buscando o gerenciamento de projetos de uma maneira ágil. Porem, vale lembrar que o Scrum sozinho “Não é bala de prata” de todos os projetos e não se pode gerenciar todos os projetos totalmente de forma ágil do inicio ao fim. E é ai que o Guia PMBOK entra, complementando o Scrum.

Regras

Rules

Com o Scrum rodando o projeto e impulsionado pelo Guia PMBOK, que o fornece técnicas e ferramentas que complementam sua estrutura, temos que definir algumas regras:

  • Não focar todo o gerenciamento do projeto apenas no GP.
  • Não tornar o Time Scrum e seus trabalhos lentos.
  • Não realizar processos desnecessários.
  • Não documentar excessivamente.
  • Não burocratizar.

A ideia principal é que as equipes que utilizem essa união, possa ver de forma natural  quais os pontos de ligação entre as duas abordagens que podem oferecer apoio ao Scrum e em quais momentos do ciclo estes serão aplicados, de acordo com cada projeto em especifico.

Assim cada processo do Guia PMBOK pode ser aplicado ou não, dependendo de projeto para projeto. Assim a equipe deve definir quais os pontos serão encaixados os processos do Guia PMBOK, porem, nada impede que durante o gerenciamento do projeto a equipe possa encaixar novos processos e remover outros inicialmente encaixados.

Conexões 

Lego

Nenhuma ligação entre o Scrum e o PMBOK é obrigatória, porém será sugerida tendo o objetivo de de contribuir para uma melhor assimilação de qual momento será realizado as cerimonias do Scrum, os processos do PMBOK e quem será responsável por cada uma das execuções.

As conexões mostrarão os processos e suas descrições e também os papeis envolvidos em sequencia de importância e se o processo esta dentro ou fora do ciclo Scrum. A maior parte dos processos terá mais de um responsável, os papeis de maior importância ou responsabilidade virão primeiro e os de menor responsabilidade virá em sequencia, cabe ao Time do Projeto (GP, Scrum Master, Time e Product Owner) perceber e “abraçar” suas responsabilidades.

Time do projeto

Time

Para essa abordagem com os dois modelos (Scrum e PMBOK) podemos utilizar mais um papel, Time do Projeto.

O Time do Projeto é composto como dito anteriormente pelo Scrum Master, Time (multidisciplinar, um pouco mais sobre isso em um próximo post), Product Owner e pelo Gerente de Projetos (que pode ser uma equipe de gerenciamento de projetos), no meu caso como a equipe é reduzida não há uma Equipe de Gerenciamento de Projetos nem mesmo um Comitê de Controle de Mudanças.

Até a próxima!


Scrum e PMBOK 5ª ed.: Trabalhando juntos na Gestão de Projetos – Parte 01

Inicia hoje uma serie de posts, a partir de meus estudos e de minha experiência, sobre a integração do Scrum com o PMBOK5 na gestão de projetos, os posts vão ter frequência semanal (mas isso não é regra) e vai mostrar como a integração entre o Scrum e o Guia PMBOK pode ser feita de forma natural.

Para se entender como essa união é possível, é preciso relembrar que o Guia PMBOK possui inúmeros processos e que abrangem todo o ciclo de vida de um projeto e suas fases. No entanto, o Guia PMBOK sugere tudo o que pode ser feito durante o projeto, mas não diz como fazer – e em alguns momentos não é muito claro na definição dos momentos certos para cada aplicação.

E esse também não é o intuito do Guia. Além disso, para gerentes de projeto menos experientes, algumas perguntas podem pairar no ar como:

– Executo parcialmente ou completamente todos os processos contidos no Guia PMBOK?

– Qual o momento certo para realizar cada um dos processos?

O objetivo da união do PMBOK com o Scrum é apoiar o guia em informações sobre o “como fazer”. De fato o Scrum não é tão abrangente e tão extenso como o PMBOK, mas possui regras, cerimonias e sequenciamentos bem definidos para a aplicação no gerenciamento de projetos. A união dos dois será feita pela perspectiva do Scrum, ou seja, o Guia PMBOK estará dentro do Scrum, pelo fato do Scrum ter um modelo mais simples, menor e mais compacto do que o Guia PMBOK. Pode se dizer que ao “rodar” o Scrum podemos perceber os momentos certos onde o Guia PMBOK pode ser encaixado em sua rotina. Por fim, é possível aplicar os processos do Guia PMBOK de três formas possíveis:

1-      Dentro do ciclo do Scrum: Neste caso será mostrado situações em que os processos do Guia PMBOK se encaixam e rodam perfeitamente durante e dentro do ciclo do Scrum, mas isso não é uma regra.

2-      Externamente ao ciclo Scrum: Este caso se caracterizará pelas situações em que os processos do Guia PMBOK não se encaixam naturalmente em nenhuma da cerimonias do Scrum. Neste momento é aconselhável que que um Gerente de Projetos ou a equipe de gerenciamento do projeto, fique responsável pela execução deste processo.

3-      Em paralelo ao ciclo do Scrum: Este último caso será caracterizado por situações em que os processos do Guia PMBOK apesar de estarem fora do ciclo do Scrum devem ser realizados no mesmo espaço temporal de uma cerimônia do Scrum. Desta vez a sugestão é que no momento em que a cerimonia do Scrum estiver sendo realizada pelo Time Scrum, os processos do Guia PMBOK sejam realizados simultaneamente pela equipe de gerenciamento do projeto.

O objetivo principal das formas de conexão entre o Scrum e o Guia PMBOK é mostrar de forma natural como uma etapa de um pode encaixar em uma fase do outro. Em contrapartida, as divisões existem para que um não interfira no funcionamento do outro, mantendo a integridade da proposta de cada cerimonia Scrum e de cada processo do Guia PMBOK, além de respeitar papeis e responsabilidades de cada um.

A figura abaixo mostra como a ótica do Scrum é o ponto de partida dessa união e como o ciclo de vida do Scrum permite que os processos do Guia PMBOK irão ser suportados, dando apoio e sendo apoiados um ao outro.

Ciclo de vida Scrum + Guia PMBOK

No próximo post da série, irei falar como o Scrum vai suportar o Guia PMBOK com mais detalhes e aplicando algumas regras para a boa convivência entre os dois.

Até a próxima!


Certificação PMP – Remuneração, Competitividade e Diferencial Profissional

pmpcert

No mundo globalizado de hoje, pessoas talentosas não param em um só lugar. As pessoas de talento têm procurado tanto ambientes em que suas habilidades têm a devida recompensa, seja monetária, como benefícios intangíveis, oportunidade de crescimento pessoal, avanço na carreira, etc.

Uma das habilidades mais cobiçadas hoje é a de gerente de projeto. Especialmente com as novas ferramentas de Business Process Management (BPM) & Business intelligence (BI) onde os projetos são o foco estratégico das empresas e não mais somente os projetos operacionais como os de construção e implantação. O gerente de projeto tem expandido cada vez mais sua atuação em todas as camadas empresariais e em todos os setores.

O PMI foi iniciado no Brasil na prática de engenharia de mineração, e mais recentemente no mundo de TI e construção, e hoje em dia áreas como Financeira, Farmacêutica, Comunicações e outras são cada vez mais ligadas a projetos.

Nos anos 80 foi estabelecida pelo PMI a certificação PMP (Project Management Professional). Uma certificação que credencia profissionais de Gerência de Projetos nas práticas consolidadas no PMBOK (Project Management Body of Knowledge).

Certificado PMP

Além de comprovar a capacidade em gerenciamento de projetos, a certificação também representa status profissional e diferencial de mercado, já que muitas empresas e órgãos têm requerido profissionais certificados.

Na maioria das vezes temos a idéia que PMPs, logo após sua certificação são agraciados de um melhor salário (que os não certificados). Não existe ainda essa realidade nas empresas, a verdade é que poucas empresas seguem essa política. Na maioria das empresas que tem políticas dessa natureza, são as que seguem um de plano de carreira bem estabelecido e estruturado, são grandes empresas e com um histórico de sucesso. Neste caso pode-se dizer que sim, existe uma diferença de salário (dentro da mesma empresa) de gerente certificad e e gerente não certificado. Mas não é uma regra geral para todas as empresas.

O que pode acontecer é que as pessoas percebendo que seu valor não foi reconhecido descobrem que existem lugares onde isso é verdade. Se considerarmos que as melhores vagas no mercado de trabalho, indiscutivelmente são ocupadas por PMP’s onde podemos dizer que estas também têm os melhores níveis salariais.

Isso não é historia. Uma pesquisa divulgada pela revista Certification Magazine mostrou que Gerentes de Projetos e donos da credencial PMP estão entre aqueles que recebem os salários mais altos da área de TI. A revista ouviu 35.573 profissionais de TI de 197 países e constatou que a média salarial dos profissionais de gerenciamento de projetos está entre os mais altos de todas as áreas de TI. Segundo a divulgação, os que possuem a credencial PMP receberam os mais altos salários de todos os profissionais de TI possuidores de certificação profissional.

Assim, se adotarmos a mobilidade dos talentos dentro do mercado de trabalho, não vai demorar que os PMP’s,  com raras exceções, irão manter-se nas melhores posições com as melhores e maiores chances de encontrarem um bom trabalho, com salários mais elevadas.

Isso, sem sombra de duvida, posso dizer é uma questão de tempo, pois nós estamos falando de uma habilidade, que uma vez comprovada (mantida, atualizada como deve ser a Certificação PMP) tem uma vida longa, diferente de outras habilidades voláteis, mas também importantes como linguagens de programação ou conhecimentos  relacionados a tecnologias. Um projeto será sempre projeto, algumas variações se aplicam, mas não vão ter sua aplicabilidade limitada como já aconteceu com linguagens de programação (ex. COBOL, CLIPPER).
Outra questão que deve ser analisada é o crescente numero de Gerentes de Projeto (GP), no Brasil, em doze anos passou de cerca de 20 GP’s certificados em 1998 a 8 mil hoje, no mundo passou de 17 mil a 260 mil.
Os números até impressionam, mas se considerarmos que temos centenas de milhões de pessoas gerenciando projetos ao redor do mundo e até mesmo centenas de milhares fazendo o mesmo no Brasil chegamos a conclusão que ser PMP continua raridade na comunidade de praticantes de GP.
Para quem esta começando agora acredito que para gerenciar “bem” um projeto o que conta muito é a experiência. Entretanto, no início da carreira, uma certificação acaba fazendo a diferença (PMP, SCRUM, ITIL, PRINCE2, …). Mas a certificação não assegura que a pessoa seja um bom GP, mas meu conselho é: se for um bom GP, é bom complementar isso tirando a certificação. Senão corre o risco de perder a vaga para alguém menos qualificado, mas com a certificação.
As formações abaixo podem ser consideradas um diferencial profissional, ou trata-se de commodities ou algo apenas desejável?

– Formação Acadêmica (Graduação, Pós-Graduação, MBA, Mestrado);
– Domínio línguas estrangeiras, além da língua nativa;
– Certificações PMP, ITIL, COBIT, etc.

O resultado obtido depende de cada pessoa e de suas necessidades, podemos encontrar exemplos de pessoas sem formação que atingiram o sucesso e contribuíram para o crescimento da sociedade.

As perguntas são:

1. Quantos SEM formação obtêm sucesso e resultados significativos?
2. Quantos COM formação obtêm sucesso e resultados significativos?
3. Quais as chances de sucesso na execução de uma mesma tarefa de um grupo de 100 profissionais SEM formação e/ou certificações e de um grupo de 100 profissionais COM formação e/ou certificações para execução daquela tarefa?

Sem dúvida existem profissionais com elevado potencial de sucesso mesmo sem terem obtido formação alguma, no entanto esses profissionais são MUITO RAROS se comparados com os profissionais que possuem formação.

É uma questão estatística, aqueles com formação e certificações, tem maior probabilidade de obter sucesso, não apenas por sua formação/certificações mas também devido a todo o contexto em que estes profissionais acabaram se inserindo se comparado com os profissionais sem formação/certificações.

Enfim, não é regra, no entanto, as empresas tem maior chance de acerto (e menor custo) se buscarem profissionais com formação e/ou certificações.


%d blogueiros gostam disto: