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CAPM: O que é a certificação, como planejei os estudos, características das questões e dicas!

Certificado CAPM

Este post vai ser bem curto e antes que você leia os tópicos do artigo e diga: “Ahh mas ele vai falar de novo sobre o que é a prova, plano de estudos, como escolher o dia certo, etc, etc, etc…”, sim eu vou falar tudo isso porque muita gente ainda não sabe algumas coisas e evita que você saia pesquisando em outros sites algum conteúdo que você não se recorde. Ou, se você preferir, pode pular essa parte e ler o que te interessa.

Sobre o que você irá ler:

  • O que é a certificação e para que ela serve?
  • Meu plano de estudos para a certificação
  • Dicas nem tão secretas para a prova!
  • O que fazer e como se preparar para o dia da prova
  • Minha conclusão sobre a prova

 

O que é a certificação e para que ela serve?

Certificação-CAPM

De acordo com o Manual da Certificação CAPM®:

A certificação CAPM® (Certified Associate in Project Management) é uma credencial que oferece reconhecimento aos profissionais que estão iniciando uma carreira em gerenciamento de projetos, assim como aos membros de equipes que desejam demonstrar conhecimento na área. Essa certificação denota que você possui conhecimento sobre os princípios e a terminologia de Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK®), o padrão das reconhecidas boas práticas de gerenciamento de Projetos.

Em resumo, se você ainda não tem os requisitos suficientes e experiência para obter a certificação PMP®, a certificação CAPM® é a mais indicada, principalmente se você fizer parte de uma equipe de Gestão de Projetos ou estiver direcionando sua carreira para a área de Gestão a certificação é uma boa escolha, mas que fique claro não ser a única.
Até novembro de 2015 haviam 2.296 CAPM®s na América Latina, deste número 690 só no Brasil e em Goiás, filiados ao PMI só eu e mais dois. E por mais que este número seja “expressivo” no Brasil, nosso país ainda é extremamente pobre de profissionais certificados ou com conhecimento de qualidade.

 

Meu plano de estudos para a certificação

Plano de Estudos

Assim que realizei a compra do voucher da prova fiz o agendamento para curtos 45 dias depois. O prazo recomendado para os estudos é de 90 dias, estudando cerca de duas horas por dia.
Loucura? Talvez. Tive meus motivos e pelo planejamento tudo iria dar tudo certo.
Como já havia terminado o MBA e tinha uma certa “experiência” em GP, apenas fiz um planejamento de leitura e simulados.

  • Horas de estudo diárias: Três a quatro horas, acho duas pouco e mais de cinco muito. Pouco tempo você não consegue associar o conteúdo e muito tempo gera cansaço.
  • Material essencial: Leia duas vezes o PMBOK (Seguindo o fluxo de processos) e a leitura do livro “Certificação CAPM” do Carlos Augusto Freitas, o livro é bom, mas poderia estar um pouco melhor.
  • Material opcional: Simulados, eu realizei alguns de um determinado site, porém, a prova foi completamente diferente, tanto no ambiente quanto no estilo das questões. Eu não recomendo.

Estude todas, eu disse todas, as entradas, ferramentas e saídas de todos os processos, essas questões são o “core” da prova. Entenda TODAS as formulas, todas elas caem na prova.

 

O que fazer e como se preparar para o dia da prova!

Dia da Prova

Conheça o local da prova com antecedência, saiba como chegar, verifique rotas (o Waze é seu amigo, use-o), verifique se há muito transito no horário e dia da semana de sua prova. Tente chegar com antecedência no local da prova, pelo menos 40 a 60 minutos.
Eu por exemplo fiz a prova em Brasília, não peguei muito transito, mas o local da prova era uma avenida que não havia onde estacionar e uma rua paralela foi quem me salvou. Cheguei com quase uma hora de antecedência, deu tempo de tomar até um cafezinho e me ambientar.

 

Dicas nem tão secretas para a prova!

Dicas

Escolha um bom dia para realizar a prova e um bom horário. Escolhi uma segunda-feira 08h30, descansei o final de semana, passei o olho no material no domingo à noite e tentei não pensar na prova ao ir dormir.
Dica “master” da prova: 50% a 60% da prova são de questões sobre entradas, ferramentas e saídas. Estude também as formulas, elas também são bem presentes na prova.

 

Minha conclusão sobre a prova

Conclusão

A prova não é um bicho de sete cabeças, na época que fiz a prova tive que me dedicar mais ao trabalho e logo depois minha filha nasceu, e com isso os estudos ficaram mais difíceis de serem conciliados. Na época eu havia terminado o MBA em Gestão de Projetos, e já havia lido o PMBOK uma vez, depois li o livro do Carlos Augusto, o que me ajudou nos estudos das entradas, ferramentas e saídas (ultimo aviso de que isso é importante). E em paralelo li novamente o PMBOK só que desta vez seguindo o fluxo de processos, o que em minha opinião, te dá uma visão mais clara do guia.

Sobre os simulados ditos anteriormente, eu realmente fiquei decepcionado com eles. Questões muito superficiais, e completamente diferentes do nível da  prova. Não acredito que valem o investimento, pelo menos para a CAPM.

Os PMI Chapters fazem preparativos para a prova e tem custos diferentes de PMI para PMI. Se você tem dificuldade para estudar para a prova de alguma forma acho que o investimento neste preparatório tem seu valor.

 

Em que mais você tem duvidas? Se você já fez a prova o que você achou? O que complementaria no meu post? Deixe nos comentários!

 

Forte abraço!


Scrum e PMBOK 5ª ed.: Trabalhando juntos na Gestão de Projetos – Parte 03

Para você que está chegando agora é extremamente importante que você leia os posts anteriores aqui e aqui. Para você que já me acompanha: Boa leitura! 🙂

Ultimas premissas para o inicio do projeto

Uma das coisas em comum entre um projeto ágil e um projeto “tradicional” são atividades formais, principalmente aquelas que registram marcos importantes em um projeto, ações que devem ser realizadas e aquelas que não devem. Por essa razão precisamos do apoio de metodologias, boas praticas e modelos mais tradicionais como o Guia PMBOK.
Lembre-se: O Guia PMBOK assim como Scrum, não são “bala de prata” e nunca serão.
A partir de agora os passos serão descritos sequencialmente de forma que os processos do PMBOK e cerimonias do Scrum possam ser sugeridos. Este sequenciamento é apenas uma sugestão que por enquanto tem dado certo em meus projetos, porem os mesmos podem ter outras ordenações de acordo com o tipo de projeto ou a cultura de Gerenciamento de Projetos da sua empresa. Vale ressaltar que alguns processos se repetem algumas vezes durante a vida do projeto.

Iniciando o projeto

Start

O termo de abertura (TAP) ou Project Charter, é o documento que autoriza formalmente o projeto. Ele é quem informa quem será o gerente do projeto e define com mais clareza os objetivos do projeto, quais os seus limites, define o âmbito do projeto bem como o produto final. Nele são documentados premissas e riscos de alto nível. Em teoria, e na prova de certificação, a TAP é emitido pelo patrocinador do projeto.
Na prática este documento normalmente é feito pelo GP de posse de informações como:

  • Produtos e serviços resultantes do projeto, frutos de um plano estratégico da empresa ou licitação feita pelo cliente;
  • Business Case;
  • Contrato, em caso de clientes externos;
  • Acordos, em caso de clientes internos.

Este documento deve ser pequeno, fácil leitura e com limites bem definidos para que se tenha segurança, transparência durante o projeto e que se possa entregar em tempo hábil o produto do projeto.

Responsável por essa realização: Gerente do Projeto

Momento da realização: Fora do Ciclo Scrum

Este processo é originário do PMBOK que é muito útil no Scrum, podendo ser usado no inicio de um projeto ou no inicio de uma fase do projeto para que se tenha clareza de o que será realizado durante o projeto ou da fase do projeto, e os envolvidos no projeto (mais sobre isso no próximo post).

Fim da primeira parte da inicialização do projeto.

Sei que o post ficou curtinho mas a falta de tempo é quem está me prejudicando e se eu tivesse colocado a segunda parte da inicialização do projeto o post também tinha ficado enorme.

Forte abraço e não deixe de comentar!

 


O que são e como são as tão mal interpretadas Equipes Multidisciplinares?

Time

Sei que esse assunto é figurinha marcada em diversos textos na internet e no próprio guia do Scrum, porem ainda causa muita confusão e má interpretação até mesmo por profissionais experientes. Cabe a mim escrever mais um destes textos no intuito de frisar essa ideia :).

A multidisciplinaridade está presente não só em projetos ágeis, ela está presente em toda uma empresa, equipe de trabalho ou qualquer outro grupo que tenha algum objetivo específico. Quantas vezes vemos pessoas sendo multifuncionais em variados momentos dentro das empresas?

Na visão do Scrum, o Time deve ser multifuncional, não existindo distinção de cargos ou funções, títulos ou senioridades e muito menos áreas determinadas ou especificas de atuação. No Scrum todos os integrantes do time são conhecidos como desenvolvedores.

Essa regra se alinha com a regra de que nenhuma tarefa a ser realizada possui um dono, e que todas as tarefas são de responsabilidade de todo o Time, característica forte do Scrum.

Essas características vão contra outras abordagens de gerenciamento, ou de algumas boas práticas, que defendem o uso de especialistas em determinadas áreas.

Sendo mais claro na definição, o Time deve ser multidisciplinar, não os integrantes. Logicamente durante a execução de uma tarefa, os indivíduos podem e devem ajudar a concluir as tarefas que outro individuo está executando, voltando à regra de que as tarefas pertencem a todo o Time e não a um indivíduo.

Quem consegue ser especialista em tudo?

Nos projetos da empresa que trabalho todos os projetos e tarefas são compostos por equipes multidisciplinares, porém, as tarefas que exigem mais responsabilidades ou que levam mais tempo são executadas por especialistas mais experientes e tarefas “mais simples” por especialistas com um grau de experiência menor. No entanto, isso nem sempre é regra, variando de situação para situação.

O ponto que difere o Scrum é a forma em que ele contribui para que essa multifuncionalidade seja difundida e expandida gerando indivíduos mais capacitados, proativos e com maior colaboração.

Até a próxima!


Scrum e PMBOK 5ª ed.: Trabalhando juntos na Gestão de Projetos – Parte 02

Vou dar continuidade à serie de posts sobre a integração do PMBOK e Scrum na gestão de projetos de acordo com minhas ultimas experiencias e meus estudos.

Neste post vamos falar sobre algumas regras que devemos obedecer, como funcionarão as conexões e o que é o Time do Projeto, porem se você não viu a primeira parte é melhor dar uma lida aqui.

Como dito no post anterior, a união do Scrum e PMBOK será feita pela perspectiva do Scrum, já que estamos buscando o gerenciamento de projetos de uma maneira ágil. Porem, vale lembrar que o Scrum sozinho “Não é bala de prata” de todos os projetos e não se pode gerenciar todos os projetos totalmente de forma ágil do inicio ao fim. E é ai que o Guia PMBOK entra, complementando o Scrum.

Regras

Rules

Com o Scrum rodando o projeto e impulsionado pelo Guia PMBOK, que o fornece técnicas e ferramentas que complementam sua estrutura, temos que definir algumas regras:

  • Não focar todo o gerenciamento do projeto apenas no GP.
  • Não tornar o Time Scrum e seus trabalhos lentos.
  • Não realizar processos desnecessários.
  • Não documentar excessivamente.
  • Não burocratizar.

A ideia principal é que as equipes que utilizem essa união, possa ver de forma natural  quais os pontos de ligação entre as duas abordagens que podem oferecer apoio ao Scrum e em quais momentos do ciclo estes serão aplicados, de acordo com cada projeto em especifico.

Assim cada processo do Guia PMBOK pode ser aplicado ou não, dependendo de projeto para projeto. Assim a equipe deve definir quais os pontos serão encaixados os processos do Guia PMBOK, porem, nada impede que durante o gerenciamento do projeto a equipe possa encaixar novos processos e remover outros inicialmente encaixados.

Conexões 

Lego

Nenhuma ligação entre o Scrum e o PMBOK é obrigatória, porém será sugerida tendo o objetivo de de contribuir para uma melhor assimilação de qual momento será realizado as cerimonias do Scrum, os processos do PMBOK e quem será responsável por cada uma das execuções.

As conexões mostrarão os processos e suas descrições e também os papeis envolvidos em sequencia de importância e se o processo esta dentro ou fora do ciclo Scrum. A maior parte dos processos terá mais de um responsável, os papeis de maior importância ou responsabilidade virão primeiro e os de menor responsabilidade virá em sequencia, cabe ao Time do Projeto (GP, Scrum Master, Time e Product Owner) perceber e “abraçar” suas responsabilidades.

Time do projeto

Time

Para essa abordagem com os dois modelos (Scrum e PMBOK) podemos utilizar mais um papel, Time do Projeto.

O Time do Projeto é composto como dito anteriormente pelo Scrum Master, Time (multidisciplinar, um pouco mais sobre isso em um próximo post), Product Owner e pelo Gerente de Projetos (que pode ser uma equipe de gerenciamento de projetos), no meu caso como a equipe é reduzida não há uma Equipe de Gerenciamento de Projetos nem mesmo um Comitê de Controle de Mudanças.

Até a próxima!


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